Ceará
Terra da Luz
- Capital
- Fortaleza
- Estado desde
- 15 de novembro de 1889
- Bandeira atual
- 25 de agosto de 1922 · Decreto nº 1.971/1922
A bandeira do Ceará foi idealizada pelo comerciante João Tibúrcio Albano, filho do Barão de Aratanha, que substituiu a esfera celeste da bandeira republicana pelo brasão do estado.
O pavilhão foi oficializado apenas em 1922, no governo do presidente do estado Justiniano de Serpa, pelo Decreto nº 1.971, de 25 de agosto daquele ano.
Em 1967, a Lei nº 8.889 fixou as proporções da bandeira e redefiniu o brasão, retirando os ramos de fumo e algodão que constavam da versão original. Segundo a Secretaria da Cultura do Ceará, o pássaro só passou para dentro da elipse do brasão na revisão de 2007.
A versão em uso foi definida pela Lei nº 13.878, de 23 de fevereiro de 2007, que tratou da revitalização do brasão e da bandeira do estado. A Lei nº 13.897, de 21 de junho de 2007, alterou as especificações do brasão e os anexos técnicos da lei anterior.
Composição
Segundo a Lei nº 13.878/2007, a bandeira é formada por um retângulo verde e um losango amarelo idênticos aos da Bandeira Nacional, com um círculo branco no centro e, no meio dele, o brasão do estado. As cores verde, amarela e branca repetem as da bandeira do Brasil e representam a integração do estado com a República.
A construção usa módulos: tomando-se a largura dividida em 28 partes iguais, o comprimento mede 40 módulos (proporção 7:10). Os vértices do losango ficam a 3,4 módulos da borda, o círculo branco tem raio de 7 módulos e o brasão fica a 2 módulos das extremidades do círculo.
O brasão é um escudo polônio de campo verde, fendido, com sete estrelas brancas à esquerda, que representam as mesorregiões do estado. Sobre o conjunto há uma elipse dividida em quatro quadrantes pela linha do horizonte: o sol e o farol do Mucuripe; a serra e o pássaro; o mar e a jangada; e o sertão e a carnaúba, que simbolizam os quatro elementos da natureza (fogo, ar, água e terra).
Como timbre, o brasão traz uma fortaleza de construção antiga, na cor de ouro, com cinco merlões, que representa o povo cearense.
Cores
A bandeira do Ceará usa as cores verde, amarelo e branco.
- Verde: Mesma cor da Bandeira Nacional; com o amarelo e o branco, representa a integração do estado com a República.
- Amarelo: Mesma cor da Bandeira Nacional; com o verde e o branco, representa a integração do estado com a República.
- Branco: Mesma cor da Bandeira Nacional; com o verde e o amarelo, representa a integração do estado com a República.
Na Bandeira Nacional
Cada estrela da Bandeira Nacional corresponde a uma unidade da federação. A estrela do Ceará é Epsilon do Escorpião, de 2ª grandeza, na constelação do Escorpião.
Fonte: Anexo da Lei nº 8.421/1992 (correspondência das estrelas) - Planalto
Bandeiras anteriores
Bandeiras usadas antes da atual do Ceará, em ordem cronológica: oficiais, de movimentos políticos ou de uso sem ato oficial, conforme cada fonte.
- Século XIX–1922
Bandeira provincial esquartelada (não oficial)
Imagem: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0, Rafazmr Bandeira esquartelada em vermelho, branco, branco e azul, sem caráter oficial. Segundo o Flags of the World, é o desenho do galhardete (flâmula) que os navios mercantes do Ceará usavam para indicar a província de origem, registrado no álbum de pavilhões da Marinha francesa de 1858; o mesmo site registra sua reprodução, em formato de bandeira, num cartão de sabonete Eucalol dos anos 1930. Segundo a Wikipédia, foi usada desde a época da província até 1922.
Fontes: Ceará (Brazil) - Flags of the World; Brazilian Galhardetes - 19th Century Merchant Ship Pennants - Flags of the World; Bandeira do Ceará - Wikipédia; Arquivo:Bandeira Província Ceará.svg - Wikimedia Commons
- 1922–1937
Primeira bandeira oficial

Imagem: Wikimedia Commons, Domínio público Criada por iniciativa do comerciante João Tibúrcio Albano, que adaptou as armas estaduais à Bandeira Nacional retirando o círculo azul estrelado e a legenda 'Ordem e Progresso', a bandeira já era hasteada sem caráter oficial em repartições e escolas antes de ser oficializada em 1922. O decreto a definiu como o retângulo verde e o losango amarelo da Bandeira Nacional com um círculo branco ao centro e, nele, o escudo de 1897, que trazia um forte como timbre, uma elipse cortada por uma faixa oblíqua semeada de estrelas, símbolo dos municípios, a enseada e o farol do Mucuripe, um pássaro e, ao redor, ramos de fumo e algodão.
Decreto nº 1.971, de 25 de agosto de 1922
Fontes: A Bandeira do Ceará, de Manoel Albano Amora - Revista do Instituto do Ceará (1957); Lei nº 13.878/2007 - Assembleia Legislativa do Ceará (BELT); Ceará (Brazil) - Flags of the World; Arquivo:Bandeira do Ceará (1922–1937, 1947–1967).png - Wikimedia Commons
- 1937–1947
Símbolos estaduais abolidos no Estado Novo
A Constituição de 10 de novembro de 1937 determinou que não haveria outras bandeiras, hinos, escudos e armas além dos nacionais, e a bandeira e as armas do Ceará deixaram de ser usadas. Segundo a Revista do Instituto do Ceará, os símbolos estaduais tiveram de ser recolhidos aos museus.
Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 10 de novembro de 1937, art. 2º
Leia sobre a queima das bandeiras estaduais em 1937
Fontes: Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1937 - Planalto; A Bandeira do Ceará, de Manoel Albano Amora - Revista do Instituto do Ceará (1957); Ceará (Brazil) - Flags of the World
- 1947–1967
Bandeira de 1922 restabelecida

Imagem: Wikimedia Commons, Domínio público A Constituição Federal de 1946 voltou a permitir que estados e municípios tivessem símbolos próprios, e a Constituição estadual de 1947 restabeleceu a bandeira e as armas na forma anterior a 1937, sem nova definição do desenho.
Constituição do Estado do Ceará de 1947 (art. 135, segundo a Revista do Instituto do Ceará; 23 de junho de 1947, segundo o Flags of the World)
Fontes: Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1946 - Planalto; A Bandeira do Ceará, de Manoel Albano Amora - Revista do Instituto do Ceará (1957); Ceará (Brazil) - Flags of the World
- 1967–2007
Bandeira com o brasão de 1967

Imagem: Wikimedia Commons, Domínio público A Lei nº 8.889, de 1967, sancionada pelo governador Plácido Aderaldo Castelo, fixou as proporções da bandeira (14 por 20 unidades) e redefiniu o brasão por sugestão do historiador Raimundo Girão: escudo polônio verde, fendido, com estrelas de um lado e um pássaro branco do outro, e sobre o todo um escudo oval com a enseada do Mucuripe, uma jangada, uma palmeira e o sol nascente, sob uma fortaleza de ouro. Os ramos de fumo e algodão da versão anterior foram retirados.
Lei nº 8.889, de 1967 (31 de agosto ou 31 de dezembro, conforme a fonte)
Fontes: Símbolos do Ceará - Secretaria da Cultura do Ceará (cópia no Internet Archive); Ceará (Brazil) - Flags of the World; Bandeira do Ceará - Wikipédia; Arquivo:Bandeira do Ceará (até 2007).svg - Wikimedia Commons
Brasão
Segundo a Lei nº 13.878/2007, com a redação dada pela Lei nº 13.897/2007, o brasão é um escudo polônio de campo verde, fendido, com sete estrelas brancas na parte esquerda, que representam as mesorregiões do estado. Sobre o todo fica uma elipse dividida em quatro quadrantes pela linha do horizonte: o sol e o farol do Mucuripe; a serra e o pássaro; o mar e a jangada; e o sertão e a carnaúba, que simbolizam os quatro elementos da natureza (fogo, ar, água e terra). Como timbre, há uma fortaleza de construção antiga, cor de ouro, com cinco merlões.
O Manual de Identidade Visual do Governo do Ceará explica que a revitalização de 2007 redimensionou o escudo para a proporção de 7 por 8, redesenhou os elementos com curvas mais suaves e moveu o pássaro para dentro da elipse, para equilibrar os quatro quadrantes, cada um com um ambiente e um personagem associados a um dos elementos. O forte ganhou forma curvilínea e cinco merlões, e as estrelas, que antes representavam os municípios, passaram a representar as sete mesorregiões.
As primeiras armas do estado foram adotadas pela Lei nº 393, de 1897, sancionada pelo presidente do estado Antônio Pinto Nogueira Accioly: um escudo encimado por um forte de construção antiga, com uma elipse atravessada por uma faixa oblíqua semeada de estrelas, símbolo dos municípios, a enseada e o farol do Mucuripe, um pássaro e, ao redor, ramos de fumo e algodão. Em 1967, a Lei nº 8.889 redefiniu o brasão por sugestão do historiador Raimundo Girão, retirando os ramos.
Adoção: 22 de setembro de 1897 (desenho atual: 23 de fevereiro de 2007, com alterações de 21 de junho de 2007) · Lei nº 393/1897; desenho atual definido pela Lei nº 13.878/2007, alterada pela Lei nº 13.897/2007
Fontes: Lei nº 13.878/2007 - Assembleia Legislativa do Ceará (BELT); Lei nº 13.897/2007 - Assembleia Legislativa do Ceará (BELT); Manual de Identidade Visual - Governo do Estado do Ceará (2016); A Bandeira do Ceará, de Manoel Albano Amora - Revista do Instituto do Ceará (1957); Lei estadual do Ceará 393 de 1897 - Wikisource; Símbolos do Ceará - Secretaria da Cultura do Ceará (cópia no Internet Archive); Brasão do Ceará - Wikipédia; Arquivo:Brasão do Ceará.svg - Wikimedia Commons
O que as fontes discordam
Nem todas as fontes contam a mesma história. Estes são os pontos em que elas divergem ou deixam lacunas; os números remetem às referências no fim da página.
Referências
- Lei nº 13.878/2007 - Assembleia Legislativa do Ceará (BELT)
- Lei nº 13.897/2007 - Assembleia Legislativa do Ceará (BELT)
- Decreto nº 1, de 15 de novembro de 1889 - Planalto
- Bandeira do Ceará - Wikipédia
- Brasão do Ceará - Wikipédia
- Ceará - ABrasOFFA (Associação Brasileira de Estudos Vexilológicos)
- Arquivo:Bandeira do Ceará.svg - Wikimedia Commons
- Terra da Luz - Diário do Nordeste
- Símbolos do Ceará - Secretaria da Cultura do Ceará (cópia no Internet Archive)