Alagoas

Paraíso das Águas
- Capital
- Maceió
- Estado desde
- 15 de novembro de 1889
- Bandeira atual
- 23 de setembro de 1963 · Lei nº 2.628/1963
A bandeira de Alagoas foi criada pela Lei estadual nº 2.628, de 23 de setembro de 1963, sancionada pelo governador Luiz Cavalcante. A mesma lei modificou o brasão de armas do estado, que havia sido criado pelo Decreto nº 53, de 25 de maio de 1894, no governo de Gabino Besouro, e restabelecido pelo Decreto nº 373, de 1946.
O desenho tem como base um estudo que o professor Théo Brandão apresentou à Secretaria de Educação e Cultura. O projeto de brasão recebeu elogios de Gustavo Barroso e Câmara Cascudo em cartas de 1957. Antes da bandeira atual, o estado usou outra bandeira entre 1894 e 1963.
O brasão reúne os símbolos das três vilas que deram origem ao estado: Penedo, Porto Calvo e a antiga vila das Alagoas, atual Marechal Deodoro. A cidade recebeu esse nome em homenagem ao alagoano Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil.
Composição
Segundo a lei, a bandeira é retangular, “terciada em pala, de vermelho, branco e azul”, ou seja, tem três faixas verticais de mesma largura. No centro, sobre a faixa branca, fica o brasão de armas do estado sem o mote “Ad Bonum et Prosperitatem”, que só aparece no brasão. A proporção é de 7:10.
Para Théo Brandão, o vermelho, o branco e o azul eram as cores preferidas dos alagoanos. Vermelho e azul, unidos pela neutralidade do branco, são as cores dos partidos dos autos populares do estado, como pastoris, baianas, cavalhadas, quilombos e cabocolinhos. Ele também lembrou que o azul e branco e o vermelho e branco são as cores dos dois principais clubes esportivos da capital. A ordem vermelho-branco-azul foi escolhida para diferenciar a bandeira da tricolor francesa e para seguir a posição das cores nos cordões dos pastoris.
O brasão é um escudo português dividido em três partes. À direita do escudo, um rochedo vermelho com uma torre representa Penedo. À esquerda, três morros vermelhos sobre faixas onduladas de azul e prata representam Porto Calvo. No chefe, três tainhas de prata sobre fundo azul representam a vila das Alagoas. Segundo a Wikipédia, as tainhas também representam as lagoas Mundaú, Manguaba e Jequiá e a pesca.
Os suportes do escudo são um colmo de cana-de-açúcar e um ramo de algodoeiro, que representam as riquezas agrícolas do estado. No alto, como timbre, há uma estrela de prata de cinco pontas, que segue a tradição da heráldica brasileira, indica que Alagoas é uma das unidades da federação e lembra o hino estadual, que chama o estado de “estrela radiosa”.

Cores
A bandeira de Alagoas usa as cores vermelho, branco, azul, verde (brasão) e amarelo (brasão).
- Vermelho: Junto com o azul, uma das cores dos partidos dos autos populares alagoanos, segundo Théo Brandão.
- Branco: A neutralidade entre o vermelho e o azul, segundo Théo Brandão.
- Azul: Junto com o vermelho, uma das cores dos partidos dos autos populares alagoanos, segundo Théo Brandão.
Na Bandeira Nacional
Cada estrela da Bandeira Nacional corresponde a uma unidade da federação. A estrela de Alagoas é Teta do Escorpião, de 2ª grandeza, na constelação do Escorpião.
Fonte: Anexo da Lei nº 8.421/1992 (correspondência das estrelas) - Planalto
Bandeiras anteriores
Bandeiras usadas antes da atual de Alagoas, em ordem cronológica: oficiais, de movimentos políticos ou de uso sem ato oficial, conforme cada fonte.
- Século XIX
Galhardete e bandeira não oficial da Província de Alagoas
Imagem: Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0, Rafazmr No Império, os navios mercantes indicavam a província de origem com galhardetes. O de Alagoas era dividido verticalmente em vermelho e branco, segundo o álbum de pavilhões da Marinha francesa de 1858 citado pelo Flags of the World. A Wikipédia apresenta como bandeira não oficial da província um retângulo com as mesmas cores, desenhado com base na Coleção Carlos Piquet do Museu Histórico Nacional.
Nenhum (não oficial)
Fontes: Brazilian Galhardetes - 19th Century Merchant Ship Pennants - Flags of the World; Bandeira de Alagoas - Wikipédia; Arquivo:Bandeira Província de Alagoas.svg - Wikimedia Commons
- c. 1918–1937
Bandeira não oficial vermelha e branca
Antes de 1963, Alagoas não tinha bandeira oficial. Segundo Théo Brandão, circulava como pavilhão do estado uma bandeira partida verticalmente em vermelho e branco, com o brasão de 1894 ao centro, metade sobre cada cor. Ela teria sido idealizada pela pintora Miriam Lima no governo de seu pai, Fernandes Lima (1918–1924), com as cores de um clube esportivo da capital, mas nunca foi oficializada.
Nenhum (não oficial)
Fontes: Um brasão de armas e uma bandeira para as Alagoas (Théo Brandão) - História de Alagoas; Alagoas (Brazil) - Flags of the World; Fernandes Lima - Wikipédia; Arquivo:Bandeira de Alagoas (1894–1963).png - Wikimedia Commons
- 1937–1946
Símbolos estaduais abolidos
A Constituição de 10 de novembro de 1937, outorgada no Estado Novo, determinou no art. 2º que não haveria outras bandeiras, hinos, escudos e armas além dos nacionais. A Constituição de 1946 voltou a permitir símbolos próprios aos estados (art. 195, parágrafo único), e em Alagoas o Decreto nº 373, de 15 de novembro de 1946, assinado pelo interventor Guedes de Miranda, restabeleceu o brasão de 1894.
Constituição Federal de 1937, art. 2º
Leia sobre a queima das bandeiras estaduais em 1937
Fontes: Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937 (art. 2º) - Planalto; Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 18 de setembro de 1946 (art. 195) - Planalto; Um brasão de armas e uma bandeira para as Alagoas (Théo Brandão) - História de Alagoas; Lei estadual de Alagoas nº 2.628, de 23 de setembro de 1963 - Wikisource
- 1946–1963
Volta da bandeira não oficial vermelha e branca
Depois de 1946, a bandeira vermelha e branca com o brasão voltou a ser usada sem aprovação legal; Théo Brandão a descrevia como o pavilhão em uso quando apresentou seu projeto, que apenas acrescentava o azul. Em 1956, a Portaria nº 282 nomeou comissão para propor novos símbolos, e em 1961 o Projeto de Lei nº 332 tentou oficializar outra bandeira, proposta por Jaime de Altavila em 1932. A Lei nº 2.628/1963 criou a bandeira atual com base no projeto de Théo Brandão.
Nenhum (não oficial)
Fontes: Um brasão de armas e uma bandeira para as Alagoas (Théo Brandão) - História de Alagoas; Alagoas (Brazil) - Flags of the World; Lei estadual de Alagoas nº 2.628, de 23 de setembro de 1963 - Wikisource
Brasão
O brasão atual foi estabelecido pela Lei nº 2.628, de 23 de setembro de 1963, sancionada pelo governador Luiz Cavalcante, com base em projeto do folclorista Théo Brandão. É um escudo português antigo, partido de prata, que reúne as armas das três povoações que formaram Alagoas. À destra (à esquerda de quem olha), um rochedo vermelho com uma torre, sobre mar ondado, representa Penedo; à sinistra, três morros vermelhos sobre oito faixas onduladas de azul e prata representam Porto Calvo; no chefe azul, três tainhas de prata representam a antiga vila das Alagoas (Alagoa do Sul, atual Marechal Deodoro).
Os apoios são um colmo de cana-de-açúcar e um ramo de algodoeiro, culturas agrícolas do estado. O timbre é uma estrela de prata de cinco pontas, que, segundo Théo Brandão, segue a tradição adotada para as províncias desde 1816 e para os estados desde 1889 de representar as unidades da federação. Embaixo, um listel verde orlado de ouro traz o mote AD BONUM ET PROSPERITATEM; na bandeira, o brasão aparece sem o mote. Théo Brandão explicou as cores: o branco (prata) representa a alegria da paisagem; o azul, os rios e lagoas, a formosura e a serenidade; e o vermelho, cor da argila dos morros, a intrepidez dos moradores de Porto Calvo e Penedo nas lutas contra os holandeses.
O primeiro brasão republicano foi criado pelo Decreto nº 53, de 25 de maio de 1894, do governador Gabino Besouro: um escudo cortado por uma faixa oblíqua com a legenda “Paz e Prosperidade”, um trem, um barco a vapor, a cachoeira de Paulo Afonso e uma estrela radiante, com cana e algodão embaixo e uma águia por cima. Abolido em 1937, foi restabelecido pelo Decreto nº 373, de 15 de novembro de 1946, e substituído em 1963.
Adoção: 23 de setembro de 1963 · Lei nº 2.628/1963 (modifica o brasão criado pelo Decreto nº 53/1894 e restabelecido pelo Decreto nº 373/1946)
Fontes: Lei estadual de Alagoas nº 2.628, de 23 de setembro de 1963 - Wikisource; Decreto estadual de Alagoas nº 53, de 25 de maio de 1894 - Wikisource; Um brasão de armas e uma bandeira para as Alagoas (Théo Brandão) - História de Alagoas; Alagoas (Brazil) - Flags of the World; Brasão de Alagoas - Wikipédia; Arquivo:Brasão do Estado de Alagoas.svg - Wikimedia Commons

O que as fontes discordam
Nem todas as fontes contam a mesma história. Estes são os pontos em que elas divergem ou deixam lacunas; os números remetem às referências no fim da página.
- Data do projeto. A Wikipédia situa a criação do projeto de Théo Brandão em 1957. Outras fontes consultadas registram apenas que o projeto recebeu, naquele ano, cartas de apoio de Gustavo Barroso e Câmara Cascudo, sem indicar a data exata em que foi elaborado. [5][4]
- Tainhas. Segundo a Lei nº 2.628/1963 e Théo Brandão, as três tainhas do brasão representam a antiga vila das Alagoas. A Wikipédia acrescenta que elas também representam as lagoas Mundaú, Manguaba e Jequiá e a pesca, mas esse trecho do artigo não indica fontes. [1][4][5]
- Bandeira anterior. A Wikipédia mostra uma bandeira usada pelo estado entre 1894 e 1963, mas as fontes consultadas não informam o ato que a criou. [5]
Referências
- Lei estadual de Alagoas nº 2.628, de 23 de setembro de 1963 - Wikisource
- Bandeira - Gabinete Civil do Governo de Alagoas
- Decreto nº 1, de 15 de novembro de 1889 - Planalto
- Um brasão de armas e uma bandeira para as Alagoas (Théo Brandão) - História de Alagoas
- Bandeira de Alagoas - Wikipédia
- História de Alagoas - Wikipédia
- Turismo: Alagoas, o paraíso das águas - Diário do Grande ABC
- Arquivo:Bandeira de Alagoas.svg - Wikimedia Commons